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terça-feira, 5 de abril de 2011

MEDO


Ao contrário do que se possa imaginar, ter medo não implica, necessariamente, ser covarde. Ao contrário, é no nosso medo, demonstrando nossas fraquezas, é que nos tornamos fortes para seguir lutando (ou deveria ser assim).
Na música Miedo, interpretada por Lenine e Julieta Venegas, nos mostra toda a dimensão que esse sentimento nos causa:



Têm medo do amor e medo de não saber amar
Têm medo da sombra e medo da luz
Têm medo de pedir e medo de calar
Medo que da medo do miedo que da
Têm medo de subir e medo de descer
Têm medo da noite e medo do azul
Têm medo de cuspir e medo de aguentar
Miedo que da miedo del miedo que da

O medo é uma sombra que o temor não esquiva
O medo é uma armadilha que prendeu o amor
O medo é uma alavanca que apagou a vida
O medo é uma fenda que aumentou a dor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Têm medo de rir e medo de chorar
Têm medo de se encontrar e medo de não ser

Têm medo de dizer e medo de escutar
Medo que da medo do medo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa onde ninguém vai
O medo é como uma laço que aperta o nó
O medo é uma força que me impede andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

O medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias ou em rota de colisão
O medo é de Deus ou do demo? É ordem ou é confusão?
O medo é medonho
O medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara, medo de encarar

Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de iludir

Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo que dá medo do medo que dá
Medo que dá medo do medo que dá.


Essa "coisa" chamada medo, acaba por nos dominar completamente. A última estrofe da música retrata muito bem isso. Ficar com medo de fazer algo, por ter medo do que poderá ocorrer depois!
Ter medo não é vergonha, nunca foi.

A questão é não empacarmos nele, e sim tirar tudo que possa nos servir e levantar a cabeça para seguirmos vivendo.



Um comentário:

  1. Show de post. Curti Patty,
    mas é isso mesmo...

    "Prevenir é preciso; prever, impossível.
    Viver é altamente perigoso". Já dizia o poeta! Não há regras nesse jogo. Sem TENTAR, é “meia vida” - fato!

    Válido para jovens de espírito que pensam no futuro; pais que não sabem como inserir os filhos na cruel sociedade moderna; apaixonados e outros “ados” que têm medo de desistir e de tentar.

    "A resposta anterior ao medo é conhecida por ansiedade. Na ansiedade o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que lhe causa medo. Sendo assim, é possível se traçar uma escala de graus de medo, no qual, o máximo seria o pavor e, o mínimo, uma leve ansiedade."

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